terça-feira, 25 de março de 2014

BLOGAGEM COLETIVA - O MISTÉRIO DA CASA NA PONTE

Olá a todas que me visitam! Gentem... até que enfim eu pude participar dessa blogagem coletiva, devo confessar que há muito tempo tenho me preparado para ela. É  a 39ª Blogagem Coletiva do Blog Café entre amigosseguro viagem e vocês não imaginam a criatividade do povo que está participando lá. Façam uma visitinha e leiam os contos dos amigos blogueiros, um mas cativante do que o outro!

CONTO

O mistério da casa na ponte

A casa ficava em outra extremidade da ponte, bem distante do vilarejo mais próximo. Era uma vista belíssima, a casa, a ponte e as colinas ao fundo era como se fosse um lindo quadro que a natureza pintara.
Para ter acesso ao vilarejo, havia um único caminho, atravessar a ponte, contornar a propriedade onde ficava a casa e caminhar por um longo trecho por entre as colinas. Contudo, toda pessoa que passasse por lá, parava pelo menos por alguns instantes para observar a Mansão Wilcox quando a avistava. Para uns era uma sensação de morbidez, no entanto para outros, a arquitetura antiga que envolvia todo o casario era motivo de apreciação.
Desde que o último descendente morrera, a casa estava sob os cuidados de uma rede de bancos de um determinado centro cosmopolita do oriente. A propriedade fora resgatada devido às dividas contraídas em vida por esse herdeiro em suas extravagantes viagens à China.  Desde então, por ocasião de sua morte, a casa mantivera-se fechada, aguçando ainda mais a curiosidade daqueles que passavam por ela e perpetuando uma áurea de mistério.
Um dia, ao cair da noite, alguns moradores da vila ao atravessarem a ponte perceberam luzes em algumas das janelas da casa. No vilarejo relataram o ocorrido e todos se perguntaram sobre o que estaria acontecendo. Isso se verificou nas noites seguintes, mas ninguém tinha coragem de descobrir o que ou quem estaria na casa, já que durante o dia a casa permanecia fechada e sem nenhum traço de movimento humano ou sobrenatural.
Os dias foram passando e o mistério foi aumentando, quase a causar uma histeria coletiva. As pessoas ficaram amedrontadas e já fantasiavam ideias mirabolantes, porque além das luzes acesas, começaram a avistar vultos através das janelas e alguns sons estranhos vindo do interior da casa. Todos se perguntavam se a casa estava sendo assombrada pelo fantasma de algum antepassado dos Wilcox.
Em consequência disso, as pessoas começaram a evitar o caminho da ponte, o pânico era visível nas faces já sofridas dos mais antigos e os mais jovens eram condicionados a não saírem de suas casas durante a noite.
Um dia, ao cair da noite, um forasteiro chegou ao vilarejo e ao ser indagado sobre quem era, respondeu de pronto que seu nome era J. W. Blackton. Ao ser questionado onde o homem estaria hospedado, ele sem hesitar respondeu que estava na Mansão Wilcox. O assombro foi geral e uma turba o rodeou a fim de interrogá-lo mais detalhadamente e anunciaram ao estranho de que a casa era assombrada e que ele não poderia permanecer lá, correndo o risco de que algum mal o acometesse. E diante de olhares assombrados, o estranho soltou uma alta gargalhada e disse que não correria esse risco. Ele revelou então que fazia parte de uma equipe de filmagem, cujo propósito era rodar algumas cenas de uma grande obra literária de terror. Sua função, no entanto, seria de verificar as estruturas da casa e preparar o cenário para a filmagem. Esclareceu ainda que viera só e que deveria manter o máximo sigilo e discrição sobre o seu real motivo de sua estadia, todavia, como sua missão havia terminado e já estava de retorno à metrópole, não se importava mais em manter o segredo.
Diante disso ficaram todos aliviados e falaram sobre a ansiedade de assistirem o lançamento do tal filme que poderia divulgar de alguma forma a pequena vila e expandir o comércio local. Depois da passagem desse estranho pela vila, à casa da ponte voltou ao seu silêncio e já não se viram mais luzes e nem mais vultos. Os dias foram-se passando, viraram semanas, depois meses e tudo foi esquecido.
A estação do inverno chegou e seus dias se foram com a chegada da primavera, quando uma novidade aconteceu.  Uma grande equipe cinematográfica chegou à vila, com toda a balburdia de equipamentos, pessoas, cenários diversos, todos os preparativos para uma grande filmagem. Quando alguns membros da equipe foram à taverna da vila, os moradores os rodearam e um deles explicou o que havia acontecido meses atrás. O diretor do filme sem compreender afirmou que era a primeira vez que sua equipe viera à vila e que não enviara mais ninguém anteriormente.
As perguntas eram muitas e que ficaram sem respostas. As filmagens transcorreram tudo de forma organizada, duraram algumas semanas e ao termino voltaram para a capital. Logo aconteceu o lançamento do filme e todos na vila puderam assisti-lo num telão montado na praça.
Quando a ultima cena do filme apareceu, todos vislumbraram o rosto daquele estranho que estivera na vila e o assombro foi geral.  Quem era de fato esse estranho? Qual foi a sua real intenção de sua estadia na mansão e sua aparição na vila?

Semanas depois, o banco colocou a mansão Wilcox a leilão e a propriedade foi aberta a visitação pública. O líder local e algumas das personalidades importantes da vila aventuraram-se a verificarem como estava o interior da casa. Ao adentrarem-se na grande sala de estar, avistaram um grande quadro pintado a óleo, cuja figura era imponente. O responsável pelo leilão ao perceber a curiosidade do grupo, relatou que o quadro havia sido encontrado escondido em um canto do sótão. Abaixo no quadro destacavam-se um nome e uma data: JAMES WILCOX BLACKTON, 1896. O pequeno grupo, mudo, entreolhou-se. Esse fato... o início de uma lenda!

                                                                        *********

Bem, essa foi a minha participação. Espero que vocês tenham gostado! Até a próxima.

10 comentários:

  1. Oi Elizabeth,

    Chiquérrima sua história, adorei todos os detalhes...

    Abçs

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  2. Nooooooooooossa, inspiração não te falta! Adorei ler e ver o enredo todo!Muito legal! beijos,tudo de bom,chica

    Pra te avisar, já que vi que gostas de projetos:hoje outro foi reavivado: Olha aqui:

    http://mamyrene.blogspot.com.br/2014/03/momentos-de-imaginacao-23-edicao.html

    è muito legal! beijos,chica

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  3. Sem palavras arrasou não conseguia parar de ler.
    Dava um belo filme com certeza, muito obrigada por participar.

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  4. Nem sei o que dizer foi um dos contos que mais gostei sem duvida meus sinceros parabéns pela criatividade.

    ps: não estou conseguindo seguir blogs de jeito nenhum assim que conseguir volto aqui.

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  5. Toda vez que me deparo com alguma obra de terror eu fico navegando entre o medo e a curiosidade em saber da história!!!As vezes leio outras vezes só vejo os trailers do filme hahahahahaha medrosa,eu????Mas o conto foi gostoso de ler,adorei!!!

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  6. Oi Elizabeth!
    Vim conhecer o seu blog pela participação na BC da Patrícia.
    Achei seu conto interessante e bem escrito. O desfecho é impressionante e até serve como roteiro de um filame de suspense.
    Abraços!

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  7. Muitas vezes só necessitamos de uma palavra de conforto, de ânimo,
    de alguém que dedique um pouco do seu tempo para nós.
    E são nessas muitas vezes que encontramos nossos amigos virtuais!
    Hoje venho te abraçar pelo dia do amigo virtual.
    Você é benção na minha vida.
    Quero estar em sintonia contigo
    por muitos anos .
    Como muito carinho deixei um mimo na postagem,
    simples mais de todo coração.
    beijos te agradeço pela nossa amizade.
    Evanir.

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  8. Parabéns pela bela postagem, comecei a ler e não via a hora de chegar ao final para ver o desenrolar da estória.
    Muita criatividade e imaginação, parabéns novamente.

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  9. Agradeço imensamente pelas belas palavras de todos que visitaram meu espaço! Eu também amei fazer este exercício mental para compor o conto baseado no tema proposto pela Patricia Gallis em seu Blog Café entre amigos.Na verdade o parabéns vai pra todos que participaram dessa blogagem. Abraços.

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  10. Gostei de ler cada pedaço do conto o final foi demais.
    Escreve muito bem.

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