quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A criança que existe dentro de cada um

Eu já passei da infância faz um bom tempo, mas confesso que me esforço para manter minha criança interior na ativa, não sendo imatura, mas conservando a leveza do ser criança. Sendo mãe e educadora como formação, preocupo-me muito com os rumos que se dão sobre os cuidados e proteção de nossas crianças. Quem cuida de um menino ou menina, cuida de uma geração inteira!
A parceria entre as famílias, a escola e a sociedade é fundamental para a solidificação do processo de desenvolvimento infantil. 
Já é sabido que criança que tem infância feliz, torna-se um adulto feliz! Dispenso rótulos ou qualquer imposição de escolhas para meus filhos, somente o que desejo é que eles sejam felizes!
Esse texto é certeiro na abordagem dessas questões, por isso, não pude me privar de compartilhá-lo com vocês.
Sua majestade, a criança

O que compromete o destino de uma criança é não ter sido amada. E muitas não foram, mesmo com os pais por perto. Não adianta o pai e a mãe passarem a mão na cabeça do filhote de vez em quando e repetir um “eu te amo” automático. A criança precisa se sentir amada de verdade, e as demonstrações não se dão apenas com beijos e abraços, e tampouco com proibições sem justa causa. O “não deixo, não pode” tem que ser argumentado. “Não deixo e não pode porque….” Tem que gastar o latim. Explicar. E prestar atenção no filho, controlar seus hábitos, perceber seus silêncios, demonstrar interesse pelo que ele faz, pelo que ele pensa, quem são seus amigos, quais suas aptidões, do que ele se ressente, o que está calando, por que está chorando, se sua rebeldia é uma maneira de pedir socorro, se está precisando conversar, se o que tem sentido é demasiado pesado pra ele, se precisa repartir suas dores, se está sendo bem acolhido pela escola, se não estão exigindo dele mais do que ele pode dar, se não foram transferidas responsabilidades para ele que são incompatíveis com sua idade, se há como entender e aceitar seus desejos, se ele está arriscando a própria vida e precisa de freio, se estamos deixando ele sonhar alto demais, se estamos induzindo que ele sonhe de menos, se ele está recebendo os estímulos certos ou desenvolvendo preconceitos generalizados. Dá uma trabalheira, mas isso é amar. Algumas crianças são criadas por empregadas, ou seja, são terceirizadas e depois o psiquiatra que junte os cacos. Com amor, ao contrário, toda criança sente-se ilustríssima, majestade, vossa excelência, sem fazer mau uso do cargo. Será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros (usando drogas ou imitando o que os outros fazem para ser aceita num grupo). Será o que é, afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem. (Martha Medeiros)


Que não somente nessa semana, mas em todos os dias, que as crianças possam ter o direito ao brincar,  de serem felizes e que nós, adultos, nos encarreguemos de tornar isso uma realidade.

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