segunda-feira, 17 de junho de 2013

PENSAMENTOS...



É comum se ouvir falar de ingratidão. A maior forma de se conhecer o íntimo de alguém é observar o grau de agradecimento e reconhecimento que ele apresenta, seja para você mesmo ou para os outros.

 Basta uma pequena contrariedade, esquece-se de todos os benefícios recebidos. Dos abraços, das promessas, das alegrias repartidas e vividas em conjunto.

Quem é ingrato trai, mente, machuca e não faz apenas para uma pessoa, uma única vez, faz para todas as pessoas, o tempo todo.

De todas as imperfeições que o ser humano pode demonstrar, a ingratidão é a que mais dói e a mais letal.

Uma antiga lenda judia explica muito bem essa questão da ingratidão. Um homem foi condenado à morte e iria ser apedrejado. Os carrascos lhe jogaram grandes pedras e o réu suportou o terrível castigo em silêncio. Nenhum grito. Na sua condição, compreendia que a desgraça havia caído sobre ele e que seus gritos de nada serviriam.

Passou por ali um homem que havia sido seu amigo. Pegou uma pequena pedra e atirou na direção do condenado. Somente para demonstrar que não era do seu partido.

O pobre condenado, atingido pela diminuta pedra, deu um grito estridente.

O rei, que a tudo assistia, ordenou que um de seus lacaios perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pequena pedra, depois de haver suportado sem se perturbar as grandes.

O condenado respondeu: As pedras grandes foram atiradas por homens que não me conhecem, por isso me calei. Mas o pequeno seixo foi jogado por um homem que foi meu companheiro e amigo. Por isso gritei.

Lembrei de sua amizade nos tempos de minha felicidade. E agora vi sua felicidade quando me encontro na desgraça.

O rei compadeceu-se e ordenou que o pusessem em liberdade, dizendo que mais culpado do que ele era aquele que abandonava o amigo na desgraça.

A lenda nos mostra o quanto dói a ingratidão de um amigo. Naturalmente, quanto mais estimamos e confiamos em alguém, mais nos atormentará a sua traição. A sua ingratidão.

Nas Sagradas Escrituras há um relato de uma experiência do próprio Salvador com a ingratidão. Em Lucas, capítulo 17, nos versículos de 11 a 19, vemos o seguinte: “E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia; e, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; e caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.” Com certeza aquele que voltou e agradeceu recebeu infinitamente mais bênçãos do que os outros que não voltaram.

É importante pois que examinemos nossas próprias ações, observando se não somos ingratos. Em especial com aqueles que estenderam a preciosidade da sua amizade, por longos e longos anos. E se alguém nos retribuir com a ingratidão o bem que doamos, é melhor receber a ingratidão do que exercê-la em relação ao próximo.



 


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